Por Perséfone, em 30/01/2010, sobre histórias
Tags: adaptação, banheiro
Estava tudo bem hoje de manhã, aí (bem na hora de limpar as caixas de areia) me descuidei e o xixi saiu em cima da sacola de coisas do Coral da Mamãe, onde eu estava sentadinha. Tentei enterrar, mas não deu. Ela ficou bem brabona comigo, perguntou para quê aquilo, disse que eu já era uma moça grande… eu sei, eu sei. Molhou uma revista que ela estava guardando – parece que agora vai ter que “sacanear” a reportagem, ou algo parecido – e uns papeis velhos. A pasta de partituras e a caixinha de música (UFA!!!) ficaram secas.
Agora ela saiu para almoçar com meu 'vô e minha 'vó, e disse que só quer papo comigo na volta.
Foi uma vezinha só. Mãe, desculpa?
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Por Virginia, em 22/01/2010, sobre Colo, histórias
Tags: adoção, doações, saúde
A semana nem acabou e foi uma semana de total dedicação aos gatos.
Domingo à noite, recebo uma mensagem informando que uma gatinha passaria por uma cirurgia e precisava de um doador de sangue. Os requisitos eram: boa saúde e ter mais de 5 kilos. Pensei comigo que o Colo, além desses dois requisitos ainda possui um terceiro maravilhoso: é hiper calmo. A gente pode virá-lo de cabeça pra baixo que, contanto que ganhe um carinho, tá tudo bem (ele não é adepto dos petiscos, só de muito carinho). Entrei em contato com a dona da gatinha e falei que estaríamos lá.
Segunda feira de manhã empreendi viagem até o hospital universitário da UnB. Considerando que moro perto do SIA, é empreender viagem mesmo. Mas lá fomos nós. Lá fomos recebidos com bastante carinho pela gateira e gatinha. Como tive que trabalhar e meu gato (de duas patinhas) está de férias, pedi que ele me encontrasse lá e acompanhasse o Colo o quanto necessário.
Acabou que a cirurgia foi melhor do que o esperado e a gatinha não precisou doar sangue. Meu namorado trouxe o Colo para casa e viu que ele logo ficou feliz de estar de volta.
Aí eu, que sou doadora, vi que o Colo ainda poderia ajudar algum outro gatinho. Mandei um email para a nossa maravilhosa vet, Vanessa, falando que seríamos doadores, se ela precisasse. Ela agradeceu e falou que adoraria e entraria em contato caso precisasse.
Na quinta feira, pela manhã, recebo a ligação do consultório da Vanessa. Um gatinho precisava de doação. Como não podia sair do trabalho (o trabalho acaba atrapalhando nessas horas), mais uma boa ação: a Lu Monte, mamãe da Mel e da Cacau resolveu levá-lo na clínica na hora do almoço. Em menos de meia hora tudo já estava feito e resolvido e o Colo foi um verdadeiro lorde. Não reclamou nem quando colocaram a agulha em seu pescocinho. Queriámos fazer-lhe um agrado, mas ele só gosta mesmo é de carinho, então foi o que fizemos.
À noite (do mesmo dia) vimos (eu e o meu gato de duas patas) um filhotinho por entre os carros do meu prédio. Vi que era uma coisinha pequena, branca, fofa. Chamei. Psssst, pssst, pssst. Ela (depois de muito analisar, acho que é ela) veio. Meio desconfiada, mas veio. Pssst, pssst, pssst. Vem, gatinho, vem! Ela foi se aproximando…ainda desconfiada….Vem, cá, vem! Ela chegou perto o suficiente para eu pegá-la no colo e levá-la pra casa. O tempo todo pensando no que estava fazendo. Estou certa? Estou errada? E se ela tiver alguma doença? E se passar para um dos meus gatinhos? E se eu me apaixonar por ela?
Resolvi que não posso salvar todos os gatos das ruas, mas podia salvar essa coisinha pequena que, assim que foi para o meu colo, começou a ronronar.

Arrumei o quartinho para ela (moro sozinha, mas tenho dois quartos…um é meu o outro é dos meus gatos, basicamente). Primeira providência: comida e água. A pobrezinha parecia que não via comida há dias. Não parava de comer. Um cobertorzinho dentro de uma caixinha de transporte serviria de cama, uma caixinha com areia limpa foi colocada à disposição dela.
De barriguinha cheia, começamos a verificar a nossa hóspede. Mansa, tranqüila, ronronante. Começamos a tirar fotos e ela não parava quieta, querendo entender o que era aquilo. E carinho. Só queria dar e receber carinho. O coração mole derreteu de vez. Ficamos até 2h da manhã brincando e cuidando daquele serzinho que tomou conta daquele espaço.
Dia seguinte (hoje), mais uma vez acordamos cedo. Fui levá-la para tomar banho. Voltou limpinha, cheirosa e deu para ver que não há nada aparentemente errado com ela. Parece uma gata completamente saudável e bem disposta. Resolvi que ia colocá-la para adoção e pedi à Lu para ajudar-me com isso.
Ela, que não conhecia a gatinha ainda, foi vê-la na hora do almoço. Uma grudou na outra. Cheguei em casa da academia e deu vontade de ficar lá, só brincando com a gatinha e contando pra Lu como tudo aconteceu… Mais uma vez, o trabalho. Tínhamos que trabalhar.
Claro que deu vontade de ficar com a gata, de não colocá-la para adoção e virar uma "cat lady" (ou uma "velha louca cheia de gatos", segundo a veterinária daquele outro post). Mas controlei a vontade e falei (para mim mesma) que ela vai fazer alguém muito feliz. Tenho dois gatos maravilhosos. Seria egoismo meu ficar com mais uma gatinha perfeita!
A Lu divulgou fotos e já tem uma pessoa interessada.
Dedos cruzados.
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Por Rebecca, em 24/12/2009, sobre curiosidades
Tags: adaptação, comemorações
Vou acabar (se é que já não estou) conhecida por estas mensagens fofoléticas… mas vamos lá!
Eu poderia escrever sobre o encontro que tive, há umas duas semanas, com a representante de vendas da minha areia preferida – aliás, mamães e filhotes, fiquem tranquilos: vocês continuarão jogando a caquinha no vaso sanitário por um bom tempo (e eles estão, inclusive, lançando uma ração natural na mesma linha do granulado biodegradável).
Também poderia cogitar se é normal o transe em que a Pepa fica quando começa a amassar muito "pãozinho" (ela baba!), ou discorrer sobre a capacidade infindável da Baré de permanecer escondida na cabana que as duas fizeram com o que um dia foi o forro da minha cama box.
Só que é Natal, tempo de refletir sobre o mundo em que a gente vive. E muita coisa se pode aprender com esses anjinhos/capetinhas de quatro patas que temos em casa. Então, fazendo reverência (e referência) a São Francisco e Santo Agostinho, segue o nosso cartão de Boas Festas…

Em 2010, esqueça as diferenças, ame muito e seja feliz!!!
Rebecca, Barbarella e Perséfone
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Por Virginia, em 08/12/2009, sobre Colo, Sofia, histórias
Tags: alimentação, cotidiano, saúde
Normalmente eu encomendo a ração dos meus gatinhos na Pety Cats, da 104 Sul. Este mês não foi diferente. Só que encomendei o pacote para amanhã e hoje, justo HOJE, acabou a ração.
Eu tinha um pote (vencido) de ração pastosa, mas resolvi não usar…Aí vi que no armário tinha um lindo potinho de atum (light)…
A Sofia ainda está olhando de longe, sem saber se avança ou fica onde está. O Colo já foi lá lamber e se lambuzou.
Aposto que, já-já, não teremos nem o cheiro!!
Como o blog se chama "Cadê o Atum", respondo: no potinho dos meus gatos….hehehe!
E assim encerram as notícias de hoje.
Em tempo: a lata de atum não estava vencida.
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Por Virginia, em 02/12/2009, sobre Colo
Tags: apresentação, curiosidades, raças
Olhando os posts antigos, vi um comentário me perguntando o porquê do Colo ter vindo de tão longe (Buenos Aires), resolvi escrever sobre ele.
Tudo começou uns meses antes da Sofia entrar de sopetão na minha vida. Estava à procura de uma raça que não desse tanta alergia (já tive crises alérgicas). Já tinha ouvido falar de uns gatos geneticamente modificados nos
EUA, mas o preço era mais do que proibitivo e, sinceramente, os gatos nem pareciam tão bonitos assim. Descobri uma raça chamada Siberiano da Floresta, que possuía, até então, apenas uma criadora em toda a América do Sul, a Beatriz do Bleu Regard Doux, em Buenos Aires. Entrei em contato com ela e tinha a chance de uma das gatas dela estar grávida. Meio que reservei um filhote. Queria uma fêmea laranja e torcia por isso (apesar de saber da raridade dessa coloração em fêmeas). Nasceu uma fêmea justamente como eu queria. O único filhote laranja de toda a ninhada (5 filhotes).
Puro amor. Chamei-a de Nina. Comecei a planejar uma viagem para 4 meses depois. Só que, por uma dessas coisas que acontecem na vida, o sonho acabou quando recebi um email me contando que a ninhada toda faleceu. A suspeita recaiu sobre um remédio aplicado no gatil. Eu sabia que a Beatriz, que tornou-se uma amiga querida, tinha feito o possível e impossível, mas nada adiantou. Fiquei arrasada.
Em uma outra reviravolta, meses depois, fui morar sozinha pela primeira vez na vida. Foi quando veio a Sofia. Decidi esquecer essa história de gato hipoalergênico e veio a minha persinha.
Entretanto, nunca deixei de ter contato com a Beatriz. Sempre babava pelos gatos dela, um mais lindo que o outro. O cuidado dela pelos bichos, o amor com o gatil me encantava e a nossa amizade ia crescendo. Me impressionava a seriedade dela e o fato de praticamente todos os "clientes" virarem amigos. Mas resolvi que se fosse para eu ter um gato dela, simplesmente aconteceria.
No início deste ano, aconteceu. Algo como um amor à primeira vista. A Beatriz tinha adicionado no orkut as fotos do gato mais lindo e maravilhoso que já vi em toda a minha vida, um Ragdoll (boneca de pano) chamado Colo. E ele estava disponível. Já era adulto, mas não importava. Eu soube que aquele gato era meu. Ou era pra ser meu, não importava. Estava apaixonada.
Em pouco tempo já estava com tudo acertado. O Colo, que era "inteiro" foi castrado ainda lá. Marquei a viagem e fui. E eu, que não queria machos, deparei-me com um gato e-nor-me e lindo. E como era carinhoso.
Aproveitei pra conhecer toooooodos os gatos do gatil, inclusive os pais da Nina. O pai dela, a propósito, é um gato de babar também. Queria levá-lo comigo (ah, se deixassem!), mas aquele lá é do gatil para todo o sempre.
Foi um final de semana delicioso. Brinquei com gatos filhotes e adultos, brinquei com o meu Colo, fiz amizades e aproveitei para conhecer a Argentina.
Se me arrependo? Nunca!
Em pouco tempo vi o Colo mostrar todo o seu potencial de "boneca de pano" viva. Um gato carinhoso, amoroso, carente, dócil, lindo, lindo, lindo. E que virou um ótimo irmão mais velho para a Sofia.
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Por Barbarella, em 22/11/2009, sobre curiosidades
Tags: aniversário, comemorações
Da Pepê sou a alegria.
Da Mamãe, a esperança.
A você que me quer bem
Eu dedico esta lembrança.

Barbarella Maria, 08/11/2009*
(* O post saiu atrasado porque minha mãe andou enrolada com um tal de concurso e não mandou rodar os santinhos em tempo de comemorarmos a data. Depois ela até tentou escrever para minha "tia" Marisa – que cuidava de mim antes de eu vir para casa – mas o e-mail voltou… Aí ela ficou sem Internet. Já viram, né?)
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