A tal da FeLV

Ou felv, para os íntimos.

Começando do começo. Em setembro de 2009, cismei que a Mel tinha felv. Trata-se de um retrovírus parente do que causa a FIV (aids felina) e  do HIV (causador da aids em humanos). FeLV é a sigla para feline leukemia virus, eis que esse vírus em particular leva seus portadores a desenvolverem leucemia (câncer das células sanguíneas) e, consequentemente, tem-se um quadro de imunodeficiência. Toma-se o nome do vírus como nome da doença frequentemente, a título de simplificação.

Minhas suspeitas pareciam fundadas na época. Mel tinha sofrido um bocado com um fungo que quase não fez nada a Cacau e, poucas semanas depois, parecia sucumbir a outro ataque de fungos (que depois provou ser alergia alimentar). Além disso, estava magrela demais. Claro, eu achava as suspeitas fundadas. A veterinária achava que era exagero.

Fizemos exame de sangue e teste para FIV/FeLV (o teste é o Elisa, o mesmo aplicado para detectar o HIV). O teste deu positivo para felv. O exame de sangue não apresentou alterações. Partimos, então, para um segundo teste, a imunofluorescência, realizado apenas no Rio de Janeiro. Dessa vez, testamos Mel e Cacau. Ambos os resultados foram negativos.

Respirei aliviada, claro. Ignorei solenemente um dado importante nessa coisa toda: o Elisa, embora forneça falsos positivos de vez em quando, detecta a doença bem no início. A imunofluorescência nunca dá falsos positivos, mas só é capaz de detectar o vírus quando ele já se instalou na medula – ou seja, quando a felv já evoluiu. Sim, eu sabia disso, mas fiquei satisfeita com o resultado negativo. Meus medos eram mesmo infundados, eu estava sendo neurótica e tudo estava bem.

Corta para o segundo ato.

Cacau e os sapatos

Cacau e seu amor pelo meu chulé.

Em 11 de julho desse ano, Cacau começou a mancar de um minuto para o outro, literalmente. Mancou da pata traseira (direita, acho), vomitou, escondeu-se e começou a chorar. Claro que era um domingo, essas coisas só acontecem nos fins-de-semana. Na segunda-feira de manhã, levei-a ao consultório. Ela tinha comido (depois de mais de 12 horas em jejum) e parecia melhor. Eu mesma tinha examinado a pata e não estava quebrada, nem doía se eu a apertasse. Imaginei que mancava por alguma dor reflexa, talvez um problema digestivo. Eu estava assustada, preocupada, mas não esperava realmente que fosse nada sério. Afinal, a Cacau sempre tinha sido forte e saudável.

Então, veio a primeira bomba: “Isso tem cara de felv”, disse a veterinária.

Veja, minha veterinária é excelente – a melhor de Brasília para cuidar de gatos. Atende mais de 700 pacientes, tem pós-graduação e mestrado em felinos. Ou seja, já viu muita coisa. Uma coisa que ela não faz é alarmar os clientes. Como assim, ela olhou pra minha gata e disse que era felv?

Fizemos os exames de praxe. Positivo para felv.

A amostra de sangue, segundo o laboratório, estava deteriorada demais para realizar-se o hemograma. Colhemos outra.

Bem, fato é que a primeira amostra estava boa. O sangue da Cacau é que estava deteriorado. Todas as células mal-formadas. Todas as contagens fora das faixas saudáveis. Tudo imprestável. Era meio assombroso que, dentro desse quadro, a Cacau parecesse tão bem.

Claro que aí comecei a juntar algumas peças que não me pareciam nada de mais. Cacau, que sempre fôra glutona, há alguns meses comia menos. Atribuí à mudança na marca da ração. Ela também brincava menos, mas tinha feito dois anos e achei que as brincadeiras de filhote estavam ficando para trás.

Gatos disfarçam bem os sintomas. Mesmo um dono atento pode passar batido. Geralmente, só percebemos que há algo de errado quando o gato já está muito mal. Levando-se tudo isso em conta, tive sorte por notar a dor aguda na pata de trás e por ter uma veterinária com excelente olho clínico.

Testamos a Mel. Ela também é portadora, mas assintomática. Um gato pode ter o vírus e passar anos e anos sem manifestar a doença (o mesmo vale para a fiv).

É isso. Há pouco mais de dois meses, sei que tenho uma gata portadora assintomática e outra sintomática. Cacau toma remédios desde então. Está ótima, alegre, cheia de apetite, brincalhona e carinhosa, mas tomará remédios durante toda a vida, que será bem mais curta do que deveria. Eventualmente, ela ficará debilitada demais e talvez eu tenha de abreviar-lhe o sofrimento.

Até lá, vou curtindo minha gatinha ronronante e fazendo o que posso para deixá-la feliz. E vou aproveitar o Cadê para compartilhar informações sobre a tal da felv. Afinal, o Cadê também é utilidade pública.


40 ideias sobre “A tal da FeLV

  1. Oxe, querida.
    Só deixo registrado aqui que meu coração tá doído. Muito. E um tanto aliviada porque os remédios estão funcionando e a Cacau está bem.
    força e amor.
    bj

  2. olá, tudo bem?
    gostaria de levar minha gatinha na veterinaria que voce cita no post. é de são paulo? agradeço se puder compartilhar o contato.
    um beijo.Fabiana

  3. Olá
    Amei seu blog. Estou cuidando de uma colônia de gatinhos no RJ sob a supervisão da ONG Oitovidas que eu até gostaria que vc acrescentasse à sua lista. Não conhecia nada sobre felinos e estava interessada no exame de FIV FELV. Foi muito interessante para mim seu relato , embora o custo desse exame seja ainda muito alto para que pudéssemos testar tds os gatinhos e separá-los. A oitovidas fez isso com muitos, mas o custo agora ficou inviável.Pena…Continue dando notícias da Mel e da Cacau.
    Boa sorte
    bjs
    http://www.oitovidas.org.br

  4. Incrível como a sua história é igual à minha. Também tenho dois gatos com felv, um sintomático (com paralisia nas patas dianteiras) e outro completamente assintomático. Boa sorte pra gente nessa jornada… eles me fazem lembrar todo dia de que o amor é feito pra se dar quando se sente ou então pode ser tarde demais. Agora, além de tudo tenho dois gatos mimadésimos! Os donos da minha casa…

  5. @Márcia, link adicionado. Não conhecia o Oito Vidas, achei bem bacana. Realmente, o custo do exame é alto pra protetores, mas o trabalho de vocês castrando os gatinhos já ajuda MUITO por impedir que a FIV e a FELV se espalhem. Parabéns pelo trabalho!

    @Maria Clara, boa sorte pra gente e que nossos bichinhos sejam muuuuito felizes enquanto estiverem conosco!

  6. Oi, pesquisando sobre a Felv, vi seu blog e parabéns pela descoberta a tempo. Perdi meu gato essa semana, porque não sabia que ele poderia ser portador…e em 2 semanas, um pouco menos talvez, ele se foi. Estamos enlouquecidos…agora, preciso fazer exames nas outras gatas…são 04, e como estou morando em Santa Cruz do Sul faz pouco tempo, estou com dificuldades de achar laboratório em POA, somente consegui um laboratório por uma clínica na cidade, que é em MG.

    Se souber de algum lugar em Porto Alegre, poderia ajudar.

  7. @Renata, lamento pela sua perda… Quanto ao laboratório, não conheço nenhum em POA. Creio que o melhor é usar o de MG por meio da clínica da sua cidade. O custo será pouca coisa maior (alguns reais a mais de correio), e ao menos a clínica se responsabilizará por fazer o elo.

  8. Olá, moro em Brasília e acabei de perder um gatinho com Felv, tenho outras duas gatas e gostaria que saber qual o nome da Clínica Veterinária em que você levou suas gatas, obrigada

  9. Hoje perdi um lindo gatinho. Foi uma das piores dores que já senti na vida.
    Bom, sou estudante de Biológia. Daqui à 3 anos serei bacharel em ciências biológicas e pretendo fazer zoologia. Meu namorado também futuro biólogo se especializará em comportamentos felinos. Bom, a profissão já mostra um pouco de mim, sou amante de animais, de todos sem exeção, mas tenho um maior queda por gatos, principalmente gatinhos abandonados. Sempre que vejo algum abandonado dou um jeito de trazer pra casa(moro em apartamento, daí o problema rs) e logo procuro donos confiáveis. Faz alguns dias que minha irmã apareceu em casa com um filhotinho de aproximadamente 1 mês, o pobre coitado foi largado nessas lojas de animais de 5° para ver se arrumavam um dono, eles entregam os coitados para qualquer pessoa. Um dono sem coração o largou junto de seus irmãos sendo muito novinho. Meu ex-cunhado e pai da minha sobrinha (que também é louca por animais, em especial gatos,que será que ela puxou? rs) o pegou, mas ele é um homem que até gosta de animais, mas que não sabe cuidar muito bem, minha irmã venda a situação o trouxe para mim, pois ela sempre faz isso por que sabe que dou a minha alma por eles. Pois bem, ela apareceu com o pobrezinho que era menor que a palma da minha mão e prontamente o acolhi, alimentei, fiz de tudo para ele ficar bem e ser muito amado, nem cogitei arrumar um dono para ele pois com ele eu ficaria, todos em minha casa o queriam. Ele ficou muito bem por alguns dias, comia bem, bebia muita água, dormia bastante sempre enroladinho em uma mantinha, brincava e adorava colo. Virou meu xodó e da minha família. Ontem fui a praia e minha sobrinha queria levá-lo, não deixei para evitar a exposição dele então passei todas as recomendações para minha mãe e deixei aos cuidados dela. Minha mãe cuidou bem do pobrezinhoe quando cheguei a noite da praia ele estava bem, veio no meu colo, brincou um pouco e eu o levei para tomar água e comer, ele bebeu muita água mas não quis comer, então peguei a ração e umideci e dei a ele na minha mãe, ele comeu. Notei que ele dei uma cambaleada do nada com as patas dianteiras, mas voltou logo e pensei que fosse apenas uma queda boba, já que ele é um filhote. Fui dormir, mas algo me acordou, não sei se ele realmente miou pois quando cheguei para ver ele estava quietinho, mas acordei com a impressão de ter ouvido um miado e fui vê-lo o peguei para dar a água que ele tanto ama e para meu horror ele não ficava mais em pé, e tinha hora que miava com dor. Gritei, chorei, briguei com todos na casa e tentei fazer de tudo para reanimá-lo, liguei para minha irmã que em dez minutos chegou com as crianças chorando muito e gritando, ela o pegou e corremos ao veterinário 24hr. Chegando lá não tinha veterinário (um absurdo) mas sim um rapaz que me informou ser enfermeiro mas que não podia tocar no animal. Ligou para dois vaterinários que jogavam um para o outro a obrigação de atender meu gato. Resolveu-se que seria a vaterinária que viria e ela demorou bastante, a essa altura minha irmã já estava fazendo escândalo dizendo que iria processá-los se nosso amigo morresse em nossas mãos ali dentro. A veterinária chegou e o examinou e disse: Isso está me parecendo Felv. Quando mediu sua temperatura ele estava com 32C°, um sintoma pós morte, disse que tentária colocá-lo no soro e continuou mexendo no pobre como um boneco, ele parece feito de pano, minha irmã nervosa gritou:Tá bom, coloca logo ele no soro para salvá-lo, depois até pediu desculpas, mas ela amou aquele gato. A veterinária colou meu amigo no soro e sobre um colchão térmico para ver se aumentava sua temperatura e nos dispensou. Viemos para casa mas com o coração lá, me despedi dela junto das crianças, pois sabia que não o veria com vida novamente. Hoje de manhã o veterinário ligou dizendo que ele estava no oxigênio e para nos prepararmos pois ele provavelmente não sobreviveria, já que era o oxigênio que o mantinha vivo. Iriamos esperar mais um pouco para ver melhoras e trariamos para casa nosso amado amigo pois não gostamos do tratamento e tentariamos de tudo para ele ficar bem. Mas o veterinário ligou dizendo que meu amigo partiu, que a dor havia passado. Acabou comigo, estou o dia inteiro deprimida. Pouco tempo de convivência, mas o amei muito durante esse tempo e isso me conforta um pouco, saber que ele partiu sendo muito amado e tendo muito carinho. Não temos certeza se era ou não FELV pois não houve tempo para os exames. Mas deixou registrado que os gatos merecem muito amor e carinho mesmo que por pouco tempo pois assim partirão sabendo o que é ser amado e protegido. Cuidem de seus amigos e nunca os abandone.
    EM MEMÓRIA DO MEU AMIGUINHO TOM.

  10. Caras colegas gatófilas!

    Impossível não encher o coração de amor com estas criaturinhas bigodudas, concordam? A perda de qualquer animal, e em especial os de estimação, é sempre muito dolorosa.

    Lu: parabéns pelo empenho em conhecer melhor estas doenças para poder proporcionar o cuidado responsável a suas crias felinas. A Felv e Fiv são as doenças que mais matam gatos de rua, pela falta de castração por intermédio da amamentação dos filhotes e tbm pelo fácil contágio de um animal para o outro. Algumas informações úteis sobre estas duas doenças:

    !!! Estes vírus NÃO passam para seres humanos!!!

    > O vírus da FeLv é mais comumente, “transmitido por lambidelas e mordidelas entre os gatos; entretanto, os gatos também podem infectar-se por transfusões sanguíneas ou pelo leite de gatas infectadas.” (http://www.felinus.org/index.php?area=artigo&action=show&id=645)

    > O vírus da FIV é “transmitido principalmente através de mordeduras, e não por contato sexual como no caso do HIV. Outras fontes de infecção são através de transfusão de sangue, da mãe para o filhote, caso ela se infecte durante a gestação, e através da amamentação. Acredita-se que ele também possa ser transmitido pelo contato prolongado com animais soropositivos, por compartilhar vasilhas de comida e água, possibilitando o contato com a saliva dos animais contaminados. (http://www.webanimal.com.br/gato/index2.asp?menu=fiv.htm)

    *******************

    Veve: não sei se já conseguiu aceitar a perda do Tom, mas saiba que o cuidado que você teve com ele foi apreciado! Sugiro levar a experiência adiante e, quando se sentir forte o suficiente, abra espaço para um outro animal que esteja precisando de um lar e de carinho – há muitos! Infelizmente vivemos num país onde não há punição contra mau-trato nem abandono de animais, apesar de haver a lei contra estas ações! Conheço associações formais e informais que cuidam muito bem de seus animais resgatados, dando as vacinas regularmente, vermifigundo e até castrando, quando isso é possível. Se você estiver no Rio e tiver interesse em adotar um focinho carente, entre em contato (danielalace@gmail.com).

    E no caso de interesse de especializar conhecimento veterinário em felinos, sugiro, aqui no Rio, a veterinárias fundadoras da clínica gatosegatos.com.br (ver o link anexado a esta msg).

    Não sou veterinária nem trabalho nesta clínica. Só sou, como vocês, admiradoras destes seres maravilhosos. Tenho três, dois com nove anos e uma com quatro, meus eternos bebês, e faço questão de me manter informada sobre tudo relacionado a existência deles e de outros felinos.
    Perdi o meu primeiro gato, Jasper, com nove meses de idade e por total falta de experiência – num fim de semana, Lu! Água no pulmão! Algumas coisas são realmente difíceis da gente detectar. Num outro momento, eu e meu marido tentamos ajudar dois filhotinhos que haviam sido abandonados numa caixa de sapato, num dia de muita chuva – ainda não haviam desmamado. Desastre total! Não sabíamos o que fazer e a ajuda não foi nem na rapidez nem na intensidade que precisa ter sido. Acabaram falecendo, em menos de três dias, e até hoje lembramos deles com enorme tristeza!
    Mas as sementes são boas e, graças a estas experiências, cá estamos, fazendo novas amizadas!
    Saudações felinas às amigas gatófilas!

    Em boa sintonia,

    Daniela.

  11. Pingback: A vez da Mel

  12. Oi pessoal,

    Em dezembro perdi uma gatinha linda chamada Lina. Até aquele momento eu não sabia nada sobre Felv. Sou APAIXONADA por gatos e em menos de um ano peguei cinco para cuidar. Semana passada descobri que minha gatinha Mila, a mais carinhosa e companheira é portadora de Felv e sofri com o fato de ter que separá-la dos outros gatos. Esta semana descobri que tenho mais uma portadora de Felv. Pelo menos tenho dois que deram negativo, mas não sei se realmente estão fora de risco.
    Gostei muito de ter encontrado o seu blog Lu falando sobre este assunto. É bom saber que não se está sozinho numa situação como esta. Estou fazendo o mesmo que você curtindo elas o máximo que posso.

    Abraços a todos os amantes dos gatos,

    Cidinha

  13. Olá, resgatei um gatão de rua que quero adotar, mas deu positivo pra felv (teste elisa). Tenho 2 gatos em casa que são negativos. Todo mundo diz que é impossível juntá-los, minha veterinária é especialista e disse que se eu vacinar os meus, podemos tentar. Vamos refazer o teste em 60 dias, torço para que dê negativo. Mesmo assim não é garantido. Tenho medo que ninguém adote ele, pois já tem idade mas está muito saudável.

  14. Estou numa situação parecida:tenho 17 srd,todos resgatados e castrados.Estou dando lar temporario a 2 gatinhos:Tony e Ivy.Em março, meu marido me deu uma boa noticia:ficariamos com os 2.Como os meus são doadores de sangue,fiz o teste.Infelizmente o TOny é felv+ e meu mundo caiu.Além disso estou tratando da esporotricose dele desde janeiro.Como ele e a Ivy estão separados em um quarto,após conversa com várias pessoas e alguns vets,decidi mante-la junto,já qe são muito grudados.Consegui 2 dose de vacina (só de felv – merial).Ela até agora não desenvolveu nenhum sintoma nem da esporo nem da felv.Ainda não decidi o que fazer,mas estou tentando arrumar um adotante especial para ele,mas depois que acabar o tratamento da esporo.Já pensei em vacinar todo mundo e ficar com ele, mas como a vacina não é 100% garantida e ainda temos o risco de sarcoma vacinal, estou angustiada.Outra coisa é a dificuldade em encontrar lamivudina(na farmacia é muito caro – cerca de R$270,00 – com 60 comprimidos).Será que alguém pode dar sugestões?

  15. @Claudia, já que eles são muito grudados, eu tentaria doar o Tony e a Ivy juntos, informando o adotante sobre a felv e a necessidade de manter a Ivy sempre vacinada.

    O risco de sarcoma vacinal é mínimo e não é agravado pela vacina contra felv. Algumas pesquisas indicam que é o metal da agulha que desencadeia o sarcoma, e apenas em uma pequena porcentagem de gatos. Se os seus já tomaram vacinas anteriormente e não tiveram sarcoma, provavelmente nunca terão. De qualquer forma, como a vacina não é 100% segura, não recomendo que você fique com o Tony. Se não conseguir doá-lo com a Ivy, doe-o sozinho mesmo…

    Imagino que doá-lo será doloroso, mas é pelo bem dos seus outros gatos, e pelo próprio bem dele. Uma hora ou outra, os sintomas aparecem e ele precisará de cuidados intensivos e observação constante, o que é mais fácil se ele for filho único ou tiver poucos irmãos felinos.

    Sobre a lamivudina: já tentou ver com os protetores ou com veterinários? Às vezes, eles têm “linha direta” com os fornecedores e podem conseguir remédios mais em conta.

  16. É isto que estamos tentando fazer doar os 2 e se não conseguirmos doar só o Tony.Depois farei os testes novamente na Ivy.Em ultima instancia, a protetora responsavel já conseguiu uma vaga para ele em um abrigo – de 1a. linha,quase do 1o. mundo .Já confirmei com várias pessoas que conhecem o local e já me enviaram até algumas fotos.Parece até um retiro para gatos.Até a ração é superpremium(confirmado para o responsavel pelas vendas aqui no RJ).O que me doi é separar os 2, pois ela , de acordo com o exame,não tem felv e portanto não ficaria com ele no mesmo grupo.Outro problema é que depois que o gatinho é entregue não terei mais noticias dele.Na verdade ,ele ainda não foi para lá por causa da esporo,pois teria que ficar isolado até o fim do tratamento e tive medo de que com isso ele tivesse baixa de imunidade já que é uma gatinho muito sociavel.Isso me arrasa.Já até tentei doar para meus pais,mas minha mãe tem medo de não saber tratar direito e quando era pequena perdeu um gatinho envenenado e até hoje acho que não superou o trauma.O grande problema é que com a esporotricose fica mais dificil conseguir a doação,mesmo separado.Ainda não perdi a esperança de conseguir de conseguir uma boa doação para ele e vou tentar embora o prazo seja curto – até final de julho.Obrigada pelos conselhos.Às vezes, apesar de saber o que fazer a gente precisa que alguém diga para gente.Quanto aos medicamentos,estamos consegundo um pouquinho aqui outro ali,através de doações.

    • Como vc está? Há muito tempo não acesso seu blog e realmente fiquei muito triste ao saber que suas meninas partiram para alegrar o Ceu dos Gatinhos.Estou retornando para lhe dar noticias dos felvinhos: infelizmente perdi dia 23/05/13 o Tony.Começou no dia 10/05 como uma colite e com os exames verificamos uma massa no torax que ainda estou aguardando a biopsia.Foi muito rápido, mas agradeço pelo tempo que tivemos e por ter sido rápido,pois me doeria mais ele ficar sofrendo.Ainda estou com a Ivy,que após novo exame apresentou-se positiva para felv. Ela está separada, no quarto e tenho dado floral (RESCUE) para evitar depressão. Estamos tentando ver uma adoção para pessoas que já tenham gatinhos com felv,mas se não conseguirmos vou começar a vacinar o pessoal aqui.Aparentemente ela está bem e estou fazendo tudo para ela se manter assim.Se vc souber de alguém que queira adotar uma gatinha dócil,carinhosa, tricolor com olhos de cores diferentes(Odd Eyed) e que me dê noticias dela,me avise.Moro no Rio de Janeiro.

      • Olá, Cláudia. Lamento pelo seu gatinho, mas a felv é mesmo uma doença muito cruel, com expectativa de vida inferior a 5 anos. Desejo boa sorte pra Ivy.

        • Lu,
          Boas novas sobre a Ivy. Ela foi adotada esta semana por uma amiga que conheci através da felv. Foi ela que conseguiu a vacina para Ivy quando o resultado do exame ainda era negativo e a quindupla estava em falta no Brasil.Estou fazendo o acompanhamento de transição dela.Vou todo dia lá e dou floral(Rescue)..A nova mãezinha dela é uma pessoa iluminada e é a adotante ideal.Tem outros gatinhos e 2 deles são felv,ou seja conhece bem a doença.Possui bons vets,e o mais importante: os gatos são como se fossem seus filhos.A prioridade para eles é total.Bjs

  17. Necessito urgentemente de uma pessoa que adote um Felv, há mais ou menos 3 meses resgatei um gato de rua que apresentava uma pneumonia muito forte levei ao veterinário tratei, mas ele não ganhava peso, logo resolvi fazer o teste e descobri q ele é Felv positivo. Deste então não estou conseguindo arcar com os preços das consultas veterinárias constantes e Alimentação especial. Ele é um gato muito amoroso, carinhoso, especial, gostaria muito de ficar com ele, mais literalmente não tenho condições financeiras de ter um gato Felv e ele também fica sozinho ensolado dos meus outros gatos resgatados também das ruas mais todos saudadeis!!!! Não gostaria de mandá-lo para abrigos, pois ele já sofreu demais pelas ruas, mas intendo as dificuldades de promover essa adoção, qualquer pessoas q possa me ajudar entre em contato!!!! Camila.leitepinto@gmail.com. Abraços!!!

  18. Pingback: Contabilidade. » Cadê o Atum?

  19. Olá,

    Tenho dois gatinhos, a Nina e o Príncipe. Fiz alguns exames de sangue e o veterinário disse que eles estão com anemia. A Nina também está com a TGP/ALT 249,6. Estou muito nervosa e com medo de perder a minha gatinha. Não estou preparada para isso… Já marquei uma consulta em uma clínica especializada em gatos. Ela tem apenas 5 meses e o Príncipe 3. Estou com muito medo que eles tenham FIV/FELV.

    Abraços

  20. Meu gato também tem a mesma historia, do nada começou a mancar depois ficou extremamente debilitado a ponto de fazer transfusão, fiz um primeiro exame fiv felv e deu positivo, porem nesta semana farei outro exame mais completo para fiv felv e amanha nova transfusão…. o que não fazemos por nossos filhos neh?

    • estou passando pela mesma coisa, minha gata já passou por 5 transfusões! boa sorte pro seu gato…

  21. Olá Lu,
    primeiro, como está sua gatinha Cacau? o post já tem mais de 2 anos, e estou curiosa pra saber se ela está bem até hoje…
    Tenho uma gata com Felv. Descobri no ano passado, porque além de Felv, ela teve micoplasma, então ficou ficou com muita anemia, teve que passar por transfusões…
    O micoplasma foi controlado com antibióticos e ela ficou muito bem por meses, mas agora está mancando e parece estar com dor em todas as patas, não quer mais se mexer muito, fica deitada o dia inteiro.
    Eu não sabia que dor nas patas era um sintoma da Felv.
    Eu tenho uma veterinaria super boa aqui em São Paulo mas parece que ela não está levando tão a sério este sintoma da dor nas patas.
    Você poderia me dizer de onde vem esta dor, e como vocês conseguiram tratar na Cacau?
    De qualquer forma minha Lola já está tomando antibióticos novamente, porque no exame de sangue apresentou sinal de infecção.
    Só que a dor nas patas não está melhorando. E não estou achando nada na internet sobre isso.
    Obrigada!
    um abraço,
    Marianne

    • Marianne, um dos sintomas que podem estar presentes num quadro de felv é a dor articular, porque o vírus tem uma afinidade com o tecido das articulações. Nem todos os gatos apresentam o sintoma, mas ele deveria ser reconhecido pela sua veterinária. No caso da Cacau, o tratamento inicial foi com corticóides, até que a dor fosse superada. Para evitar que ela voltasse, passou-se a uma pequena dose diária de artroglycan, um remédio palatável, sem efeitos colaterais e que deve ser mantido para o resto da vida.

  22. Obrigada! Ele já está tomando um remédio chamado ProCart, mas vou pesquisar este artroglycan. beijos

  23. Olá. Meu gatinho de 8 meses, castrado há 1 mês, começou a mancar do nada, da pata esquerda trazeira como o veterinário não sabia p quera fez exame de sangue e deu positivo para Felv. Agora esta com anemia, mas come, brinca menos porque deve doer as articulaçoes da pata trazeira. Meu veterinário dá respostas evasivas, preciso de mais informações. O que posso dar pra ele melhorar da anemia? E para a Felv? A sus gatinha que mancava continua mancando? Melhorou? Me conta o que fez… Te agradeço muito pelo retorno. Estou com muito medo de perder meu bebê.

    • Ana Paula, eu dava artroglycan, um remédio líquido (a versão em comprimidos é mais fácil de achar, mas quase impossível de dosar corretamente) e palatável, todos os dias, para a artrite que fazia minha gata mancar. Com o remédio, ela não mancava. A dosagem varia de acordo com o peso do gato.

      Para aliviar a anemia, o melhor que você pode fazer é dar uma ração superpremium (eu recomendo a Royal Canin).

      A felv não tem cura, não existe nenhum remédio que você possa dar contra felv. A única coisa a fazer é controlar os sintomas.

  24. oi, Lu Monte. Minha gatinha tb esta com Felv. Foi diagnosticado ha menos de um mes e agora ela perdeu os movimentos da pata traseira. Vi que vc tb passou por situação semelhante e queria ,se possiveil , informações sobre tratamento e tal. Li que a principio vc a medicou com corticoides e depois usou o artroglycan. Qual corticoide vc usou … minha vet. passou predinisona mas estou achando a bula estranha pois pode causar miastenia gravis (piora da doença auto-imune que causa fraqueza muscular muito intensa). estou sem saber o que fazer… se a mantenho assim e tenho esperanças ou se mando sacrificá-la pois é triste demais ver o bicho sofrendo sem poder fazer nada…. se puder me ajudar te agradeço.

    • Miastenia é uma doença muito branda se comparada à felv. Ademais, é um efeito colateral que acontece numa ínfima porcentagem dos pacientes.

  25. Olá, Lu,
    Infelizmente a Dra Vanessa da Só Gatos em Brasília não está mais clinicando. Você tem outra indicação? Muito obrigada pelas informações aqui prestadas. Abraço, Ana

  26. Adorei saber dessas doenças,pois tenho 3 gatas e um gato e não sabia nada sobre o assunto.E a todos que tem seus bebes doentinhos que Deus abençoe a todos.

  27. Boa noite tenho 4 gatos e hoje 1 deles foi diagnisticado com felv ele tem 8 anos, esta com linfomas nos linfonodolos, começou a aparecer uveíte nos 2 olhos…. a veterinária me disse para fazermos quimio porem o custo e de 450.00 por mes todos os medicamentos. … mais nao sabemos como ele vai reagir estou com muito medo de tudo. .. pois não vejo relatoa de ninguém que tenha feito quimio como foi… afff to desesperada

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