Bleu Regard Doux Colorado (ou Colo para os Ãntimos)
Por Virginia, em 02/12/2009, sobre Colo
Tags: apresentação, curiosidades, raças
Olhando os posts antigos, vi um comentário me perguntando o porquê do Colo ter vindo de tão longe (Buenos Aires), resolvi escrever sobre ele.
Tudo começou uns meses antes da Sofia entrar de sopetão na minha vida. Estava à procura de uma raça que não desse tanta alergia (já tive crises alérgicas). Já tinha ouvido falar de uns gatos geneticamente modificados nos
EUA, mas o preço era mais do que proibitivo e, sinceramente, os gatos nem pareciam tão bonitos assim. Descobri uma raça chamada Siberiano da Floresta, que possuÃa, até então, apenas uma criadora em toda a América do Sul, a Beatriz do Bleu Regard Doux, em Buenos Aires. Entrei em contato com ela e tinha a chance de uma das gatas dela estar grávida. Meio que reservei um filhote. Queria uma fêmea laranja e torcia por isso (apesar de saber da raridade dessa coloração em fêmeas). Nasceu uma fêmea justamente como eu queria. O único filhote laranja de toda a ninhada (5 filhotes).
Puro amor. Chamei-a de Nina. Comecei a planejar uma viagem para 4 meses depois. Só que, por uma dessas coisas que acontecem na vida, o sonho acabou quando recebi um email me contando que a ninhada toda faleceu. A suspeita recaiu sobre um remédio aplicado no gatil. Eu sabia que a Beatriz, que tornou-se uma amiga querida, tinha feito o possÃvel e impossÃvel, mas nada adiantou. Fiquei arrasada.
Em uma outra reviravolta, meses depois, fui morar sozinha pela primeira vez na vida. Foi quando veio a Sofia. Decidi esquecer essa história de gato hipoalergênico e veio a minha persinha.
Entretanto, nunca deixei de ter contato com a Beatriz. Sempre babava pelos gatos dela, um mais lindo que o outro. O cuidado dela pelos bichos, o amor com o gatil me encantava e a nossa amizade ia crescendo. Me impressionava a seriedade dela e o fato de praticamente todos os "clientes" virarem amigos. Mas resolvi que se fosse para eu ter um gato dela, simplesmente aconteceria.
No inÃcio deste ano, aconteceu. Algo como um amor à primeira vista. A Beatriz tinha adicionado no orkut as fotos do gato mais lindo e maravilhoso que já vi em toda a minha vida, um Ragdoll (boneca de pano) chamado Colo. E ele estava disponÃvel. Já era adulto, mas não importava. Eu soube que aquele gato era meu. Ou era pra ser meu, não importava. Estava apaixonada.
Em pouco tempo já estava com tudo acertado. O Colo, que era "inteiro" foi castrado ainda lá. Marquei a viagem e fui. E eu, que não queria machos, deparei-me com um gato e-nor-me e lindo. E como era carinhoso.
Aproveitei pra conhecer toooooodos os gatos do gatil, inclusive os pais da Nina. O pai dela, a propósito, é um gato de babar também. Queria levá-lo comigo (ah, se deixassem!), mas aquele lá é do gatil para todo o sempre.
Foi um final de semana delicioso. Brinquei com gatos filhotes e adultos, brinquei com o meu Colo, fiz amizades e aproveitei para conhecer a Argentina.
Se me arrependo? Nunca!
Em pouco tempo vi o Colo mostrar todo o seu potencial de "boneca de pano" viva. Um gato carinhoso, amoroso, carente, dócil, lindo, lindo, lindo. E que virou um ótimo irmão mais velho para a Sofia.

Mel é a dona da Lu e irmã gêmea da Perséfone. Adora caçar o rabo da Cacau e não se conforma que sua humana precise dormir sete horas seguidas. Seguidas!
Cacau é a mais nova irmã mais velha da Mel. É uma manteiga derretida, mas vira uma onça se perturbam seu sono de beleza.
Perséfone, a gêmea negra, curte hairstyling e esportes radicais. Já praticou mergulho na privada, mas não pretende repetir a experiência.
Barbarella é a cara da mãe! Colorida, conversadeira e comilona. Totalmente "na dela", só sai de seu aconchego quando a Perséfone cutuca.
Sofia é uma gatinha himalaia, libriana e que adora tirar uma sonequinha a qualquer hora do dia. Os brinquedos preferidos são uma bolinha de lã e os pés da mamãe.
Colo é um ragdoll que se desmancha nos braços de qualquer um. Por amor à primeira vista, largou o gatil por uma dona que permite que ele durma 20 horas por dia.