Archive for the ‘curiosidades’ Category
Instacat
Os gatos vão dominar o mundo, acredite. Eles já dominam a internet e o Instacat é mais uma prova disso: é só acessar o link e sua tela será invadida por centenas (milhares, provavelmente) de fotos de gatos fofas enviadas por seus donos corujas para o instagram (aquele aplicativo que os fãs de iPhone adoram porque disfarça a pouca qualidade da sua câmer, hihihi).

Amostrinha do Instacat
O site, na verdade, é um filtro de imagens por tags. No canto superior direito, você pode colocar a tag de sua preferência e se divertir com outras coleções. É claro que nenhuma delas será melhor que a dos gatos.
Dica do Martin Balerio.
Gato versus Cão
A gente se acostumou a repetir que gatos não podem ser adestrados como cães… será? Depois desse vídeo, você vai rever seus conceitos:
Vi primeiro no Bicharada.
Chama a atenção a graciosidade do gato – um Bengal, raça ainda nova, fruto do cruzamento do gato doméstico com o leopardo-asiático – comparada à quase brutalidade do Border Collie (que, aliás, é considerada a raça canina mais inteligente). Típico, não é mesmo?
O treinador de Nana e Kaiser tem um site onde você encontra mais vídeos dessa dupla dinâmica, além de dicas para treinar cães e gatos (a parte dos gatos ainda está em construção, que peninha). Logo de início, você já percebe a filosofia do treinador: “Training is something you do with your dog, not to your dog”. Você precisar criar e fortalecer os laços com o animal, tornando o treinamento uma brincadeira para ambos, não uma imposição para seu bicho de estimação.
Alguém aí já tentou treinar gatos? A Mel sabia um truquezinho que eu chamava de “escalar a parede” (para pegar um ratinho). A Cacau, quando está a fim, traz de volta o ratinho que jogo várias e várias vezes, como um cachorro traria uma bola.
Uma almofada que você pode fazer hoje mesmo!
Você deu presente de natal para seus gatinhos? Não? Bem, ainda está em tempo. Veja que delícia de almofada:

Sem costuras!
Tudo que você precisa é: tecido, tesoura, régua e enchimento para travesseiro. A melhor parte é que essa almofada é feita sem costuras! Até eu vou tentar.
Veja como é simples no passo-a-passo da almofada sem costura. Sim, está em inglês, mas as ilustrações explicam tudo direitinho. Observe o seguinte:
- Você pode usar o mesmo tecido para os dois lados, ou tecidos diferentes – fica a seu critério.
- As medidas estão em polegadas (inches). Uma polegada tem aproximadamente 2,5 cm. Use um conversor pra facilitar.
- Dê nós duplos para evitar que ele se desfaça.
- Sempre corte tecidos com uma tesoura afiada e, de preferência, usada só pra isso.
- Em Brasília, você encontra recheio para almofadas/travesseiros na Pioneira da Borracha.
É tão fácil que dá pra fazer antes do ano novo.
Falando em ano novo… um Feliz 2012 para você e seus bichinhos!
Criação, foto e gato: scoochmaroo.
Há pessoas e pessoas.
Enquanto esperava atendimento numa loja, a televisão mostrava as enchentes no Rio de Janeiro. Não consegui ouvir os detalhes, não sei em que cidade aconteceu. O que vi foi uma mulher no topo de um telhado, desesperada pela água que subia rapidamente, cercava toda a casa e ameaçava arrastá-la. Junto da mulher, um cachorro. Talvez vira-lata. Certamente muito amado. Apesar das chances reais de morrer, a mulher preocupava-se com seu cachorro. Segurava-o. Queria salvá-lo. Não tinha nenhum bem material além da roupa do corpo. Havia apenas o cão.
Ao lado, um prédio bem mais alto. Duas pessoas, em vez de fingirem que nada estava acontecendo, tentaram ajudar a mulher. Arranjaram uma corda e conseguiram jogar-lhe uma ponta. Ela se amarrou e segurou a corda com uma das mãos; com o braço livre, agarrou o cachorro. Sabendo que essa era a única chance de sobrevivência para ambos, atirou-se ao rio que se formara e confiou naqueles dois homens que lhe davam uma esperança.
Segundos depois, a mulher apareceu na superfície da água. Mãos vazias. A correnteza foi mais forte e arrastou o cachorro para a morte certa. A mulher, chorando o tempo todo, foi içada pelos homens. Não sei o que ela dizia. Imagino que estava em choque, assustada, lamentando a perda das suas coisas e do amigo que com tanta determinação ela tentou salvar. Amigo que, talvez, até pudesse ter saído antes do pior momento (não dizem que os animais pressentem mudanças meteorológicas?), mas certamente não abandonaria a dona, por não ser da sua natureza.
Ao meu lado, durante toda a reportagem, um senhor – provavelmente um cidadão respeitável, ciente de suas obrigações, da mais elevada moral e de reputação ilibada – reclamava: “Não é possível! Ela está preocupada com um cachorro! Que ridículo, nessa situação ela preocupada com um bicho!”.
Eu me lembrava das minhas gatas. Se um incêndio tomasse meu apartamento, tenho certeza de que meu principal objetivo seria salvá-las. Se não conseguisse… bem, eu podia imaginar a dor daquela mulher.
O que não podia entender era o descaso daquele sujeito ao meu lado. Será que nunca amou um animal? Será que nunca sequer conviveu com alguém que amasse um bicho? Seria absolutamente incapaz de ao menos ter empatia pela mulher que tentava salvar seu cachorro?
Como alguém pode criticar uma pessoa que tenta salvar seu animal da morte certa? Que tipo de ser humano é esse, afinal?
Na televisão, as últimas cenas dos homens que resgataram a mulher. Não sei o que pensaram sobre o cachorro, mas sei que fizeram o que podiam naquela crise. Não se omitiram.
Diante de um sujeito como o da loja, dá vontade de torcer pela extinção da raça humana. Aí, lembro da mulher lutando pelo cachorro e dos homens tentando salvá-la e até posso tentar acreditar que isso aqui ainda tem conserto.
Mas bem que podia rolar uma extinção seletiva.
