Sobre

Primeiro, veio a Mel Magrela, arteira e hiperativa. Depois, a Cacau Panqueca, elegante e gentil. Para não cair na tentação de transformar meu blog oficial num blog gateiro, criei o Cadê o Atum?.

Mel Cacau Lu Monte

Assine

Receba os artigos por email:

Seu email:

provido por feedburner

Se preferir, assine o feed.

Pesquisa
Miados Passados

Archive for the ‘histórias’ Category

Quer saber mais da Mel e da Cacau?

Então leia a entrevista que a Cris fez comigo e publicou hoje no Lãs, Linhas e Pelos. Falei um monte, tem coisas por lá que nunca comentei no Cadê.

Cris, adorei dar a entrevista! Muito obrigada pelo convite! :)

Deixa a gente dormir!

A gente também gostou muito, mas agora podemos voltar a dormir?

Gatos Persas e PKD – Atenção!

Texto escrito pela Renata Porto. Ela quer informar sobre PKD (doença dos rins policísticos), distúrbio comum em gatos persas, negligenciado por vendedores e desconhecido por muitos donos. Leia com atenção!

Tobias, vira-lata legítimo.

Tobias, vira-lata legítimo.

Meu primeiro gato foi o Tobias, um SRD (sem raça definida) que encontrei em uma avicultura, dentro de uma gaiola, desesperado, chorando muito. Ao vê-lo foi amor a primeira vista e o levei imediatamente para casa. Após três meses percebi que seria bom para o Tobias ter um amigo, já que ele passava muito tempo sozinho em casa, ele precisava de alguém da mesma espécie para compartilhar seu dia a dia, aprender e brincar.

Certo dia, ao entrar num Pet vi um anúncio: "vendo lindos gatos persas". Sabendo da docilidade dos persas fui ao local conhecer a ninhada e me encantei com aquele gatinho, reservado, observador e de bigodes cortados!!

Foi assim que comprei meu segundo gato, Batatinha.

O Tobias (SRD), muito ciumento, demorou alguns dias para aceitá-lo.

Mas, o Batatinha nunca reagiu as agressões de disputa de território do Tobias. Acho que se existe anjos, ele é um.

Hoje estou com três gatos e nunca conheci um gato como o Batatinha. Ele é carinhoso ao extremo, amoroso, sensível, delicado, pacífico e doce.

Quando um de seus irmãos adoece, ele fica o tempo todo junto, cuidando, sofrendo, acolhendo. Se fico deprimida ele cuida de mim, com seus carinhos, e seus ronrons. E se choro, ele chora junto com seu miado triste e acolhedor. Ele é muito solidário na dor. E é um gato que retribui tudo, com muito amor.

Batatinha, um anjo em forma de gato.

Batatinha, um anjo em forma de gato.

Com passar dos meses percebi que a companhia do Batatinha era muito boa, realmente, para o Tobias, mas o Tobias sempre foi muito independente e caçador deixando o Batatinha muito tempo só.

Preocupada, dessa vez, com o Batatinha entendi que ele precisava de um amigo da mesma espécie e raça. Um amigo que tivesse o mesmo padrão comportamental, então teria que ser outro persa.

E assim surgiu o Miguel, um persa silver.

O Miguel chegou com muitos problemas de saúde. Fui a muitos veterinários, muitas clínicas e vários hospitais veterinário até entender que os gatos possuem diversas peculiaridades e não devem ser tratados, nunca, como cães de pequeno porte (como é de costume).

Hoje tenho essa pessoa especializada, só em gatos, e se não fosse ela eu não teria mais o Miguel, e também não teria descoberto que o Batatinha é um gato persa PKD positivo, e por isso requer muito cuidado e tratamento. Eu devo a vida de meus gatos à Dra. Vanessa Pimentel (MV, MSc, CRMV-DF 1609).

Quanto ao PKD, que descobrimos precocemente no Batatinha, doença do Rim Policístico ou PKD (do inglês “Polycystic Kidney Disease”), gostaria de alertar todos os donos de gatos persas, ou pessoas que pretendem ter gatos dessa raça para que ao comprá-los exija o teste de PKD, pois a doença dos rins policísticos não tem cura e é letal.

O que percebo, em Brasília, é que muitas pessoas desconhecem a existência de PKD em gatos, o importante é que o comprador de um filhote, sobretudo persa, deve estar também atento a existência de tais exames.

O persa é um gato muito sensível por natureza, mas com alguns cuidados é possível ter um companheiro persa por muitos e muitos anos.

Donos de gatil e pessoas que pensam em reproduzir gatos persas devem se preocupar em testar o plantel para verificar se há ou não gatos PKD positivos. Caso o exame dê positivo é preciso castrá-los.

Todas as raças derivadas ou portadoras de linhagens de sangue do persa, bem como o próprio persa, apresentam maior propensão à doença (prevalência estatística). Filhotes destas raças devem apresentar exames negativos para PKD, que indiquem ausência da mutação.

O PKD acarreta no surgimento de cistos nos rins, causando disfunção renal. Não se trata de doença contagiosa, ou seja, não é transmissível, mas sim hereditária. Os problemas começam com o crescimento dos cistos, que causam disfunção renal, levando, finalmente, à falência renal.

Miguel, o prateado.

Miguel, o caçula.

Por isso é muito importante fazer o controle, o acompanhamento da evolução dos cistos. (Num gato com suspeita de PKD ou PKD +). O diagnóstico pode ser feito de maneira nada agressiva, por meio de ultra-sonografia, ou através de exames de DNA. Aqui na cidade temos bons profissionais, com equipamentos sofisticados de ultra-sonografia.

O cisto do Batatinha foi detectado com 0,2 mm. Hoje, o acompanhamento do U.S. é feito pela Dra. Ceres, que atende no Hospital São Francisco enquanto que o tratamento quem faz é a Dra. Vanessa Pimentel, que é especializada e mestre em medicina felina.

Eu sei que o Batatinha viverá menos que um gato saudável, devido ao diagnóstico de PKD. Mas enquanto viver ele será o gato mais feliz do mundo. Ele é o príncipe da nossa casa.

Alerto às pessoas que ao comprarem um gato investiguem muito o gatil/o criador. Conheçam pessoalmente o local e as condições de higiene, também.

E exijam o teste de PKD negativo. (gatos PKD positivo não devem procriar).

Além disso, é essencial ter um excelente veterinário, sempre. (independente da raça do gato).

Para aqueles que não querem se preocupar com PKD, nada melhor que nossos maravilhosos SRD. Eles são incrivelmente fortes e donos de uma genética maravilhosa. Vira lata é tudo de bom! Gato é tudo de bom! Quem tem sabe!

Se você quiser trocar informações e experiências com a Renata, pode escrever para ela:
correioeletronico.renata [at] gmail.com.

Não dê sorte para o azar.

Era uma vez uma família feliz: pai, mãe, dois filhos adolescentes e três gatinhos.

A família havia se mudado, recentemente, para um apartamento no quarto andar de um prédio bacana. A mãe, precavida, quis instalar rede de proteção nas janelas, para a proteção dos gatos. Um dos filhos, porém, disse que não – no quarto dele, não haveria rede. Ele não queria, achava feio etc. e tal.

A mãe acabou cedendo. Afinal, seria só manter a janela fechada quando não houvesse ninguém por perto.

Um belo dia, alguém esqueceu a janela aberta.

Um dos gatos, que adorava caçar passarinhos, estava de passagem quando ouviu um trinado.

Ele se aproximou da janela – aquela sem rede. Seu instinto de caça se aguçou. Começou a procurar a origem do barulho e não demorou muito para ver o passarinho.

O gato pulou atrás da presa… e caiu. Do quarto andar direto para a calçada de cimento.

* * *

Essa é só uma de várias histórias envolvendo gatos e janelas sem proteção. Você sempre pensa que nada de mal vai acontecer, que o gato é esperto o suficiente pra não cair ou que sempre haverá alguém por perto pra vigiá-lo. Só que esquece que seres humanos são falhos, desatenciosos e distraídos; e que gatos são caçadores, curiosos e atrevidos. Está pronta a fórmula para a tragédia.

Dessa vez, houve um final feliz: o gato se machucou pouco e teve uma recuperação excelente. Poderia não ter sido assim. A queda poderia ser fatal, ou ele poderia ter se esborrachado na rua e sido atropelado ou, ainda, poderia ter fugido assustado e com medo.

Posse responsável é zelar pela segurança do seu animal de estimação. Não ceda a economias bobas ou caprichos estéticos que valem infinitamente menos que uma vida.

Pra não ficar só nas críticas

Claro que há excelentes petshops e consultórios veterinários em Brasília. Claro, também, que pode ser que você não tenha nada contra o petshop/consultório em que eu e a Vi fomos maltratadas e não somos mais benvindas. Ótimo pra você. Minha única vontade é que todos os donos de animais (ou melhor, todas as pessoas) sejam sempre muito bem tratados, com a dignidade que todo mundo merece.

Por isso, se você está procurando um bom petshop e  um bom consultório veterinário, aqui vão minhas recomendações:

Pety Cats: petshop especializada em gatos. Além desse diferencial, há outro ainda mais importante: o excelente atendimento de toda a equipe (Tati, Adécio, André etc). Ainda tem serviço de banho para os gatinhos, sem qualquer contato com cães e com cuidados especializados. Ah, tem também a parte social: todo sábado de manhã tem feirinha de adoção de gatinhos na frente da loja (a Mel veio de lá).

Endereço: CLS 104, Bloco C, Loja 13, Asa Sul, Brasília. Na mesma quadra, há uma petshop para atender outros animais (Pety Pets) e uma clínica veterinária (Pety Health), todas ótimas e sob a mesma administração.

Só Gatos: consultório veterinário da Dra. Vanessa que, como diz o nome, só atende gatinhos. As instalações são ótimas e o atendimento é espetacular. A consulta dura o tempo que for necessário, chegando facilmente a uma hora. O dono do gato tem os telefones de contato (inclusive o celuar) da Vanessa para qualquer emergência, a qualquer hora. Os exames são criteriosos . A educação e a simpatia são a regra.

Endereço:  SCLRN 710, Bloco C, Loja 23, Asa Norte, Brasília (na rua detrás da W3 Norte). Site: www.clinicasogatos.com.br

Desenvolvi uma relação de confiança com esses estabelecimentos, graças ao respeito que os donos e os funcionários têm pelos clientes e pelos animais. Tenho a certeza de que serei bem tratada em ambos e meus animais estarão em boas mãos.

Há outros bons locais em Brasília, que talvez agradem mais a você que a Pety Cats e a Só Gatos, por uma ou outra razão. Essas são apenas as minhas preferências, os lugares que escolhi para cuidar das minhas gatas e que recomendo sempre.