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Primeiro, veio a Mel Magrela, arteira e hiperativa. Depois, a Cacau Panqueca, elegante e gentil. Para não cair na tentação de transformar meu blog oficial num blog gateiro, criei o Cadê o Atum?.

Mel Cacau Lu Monte

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Miados Passados

Archive for the ‘histórias’ Category

Tem miado novo no pedaço.

Cacau, um ano de vida. Ex-Bia. Manteiga derretida.

Cacau, um ano de vida. Ex-Bia. Manteiga derretida.

Mais tarde eu conto a aventura que foi adaptar as duas, Cacau e Mel. O resumo da ópera é que, depois de quase uma semana, começaram a se entender, mas ainda saem no tapa de vez em quando e disputam a atenção da mãe o tempo todo.

Achei o Atum!

Eu já tinha ouvido falar que esse treco é gostoso, mas não sabia que era tão bom assim! Noooossa… só com o cheiro eu já fiquei alucinada! E olha que eu estava sem apetite, mal belisquei a ração o dia todo…

Foi assim: mamãe me levou pro hospital (não sei por quê, eu não estava sentindo nada). Fui posta pra dormir, raspada, cortada… acordei sem dor, mas grogue como nunca. Imagina que eu nem conseguia andar direito, trançava as pernas!

Mesmo assim, assim que cheguei em casa, fui logo comer. Estava roxa de fome! E não é que, umas horas depois, pus tudo pra fora? Eca, eca, eca! Eu nunca tinha visto aquilo acontecer, fiquei tão assustada e com tanto nojo! Eu fui pra caixinha fazer cocô (eu achava que a vontade era de cocô, entende?) e saiu toda aquela comida pela minha boca…

Até comi de novo (eu tava com fome, né?), mas fui mais devagar, comi menos…

No dia seguinte, eu nem estava grogue, mas não quis mais saber de comer. Fiquei com medo de passar mal.

Aí, de noite, a mamãe abriu uma latinha desse tal de atum! Uau, que delícia!!!!! Macio, molhadinho… ai, que cheiro bom! Fico com água na boca só de lembrar! Comi tudinho, lambi o prato! Até comi uns grãozinhos de ração que a mamãe jogou por cima e que pegaram o gosto do atum!

Cadê o Atum?

Achei o atum!!

De madrugada, a mamãe pôs mais atum no prato, e um monte de grãos de ração (e tirou essa foto aí ao lado). Eu comi quase tudo ao longo da noite, mas ignorei a ração, hahahaha!

Só que aí… não ganhei mais atum. :(

A mamãe falou que não pode me dar isso o tempo todo, que faz mal, que não é saudável… mas é tãããão gostoso! Eu quero mais!

Bom, o jeito foi voltar a comer ração. Tudo bem, eu gosto dela… mas o atum é melhor, é sim!

Ah, outro dia a mamãe tentou fazer uma pasta com o que sobrou na lata e, quando eu vi que ela não ia me dar, enchi tanto a paciência que ela até gritou comigo. Eu nem ligo, sei que ela grita quando eu provoco, mas logo depois fico toda dengosa e ganho carinho…

Tá me esperando na janela, ai, ai.

O síndico parece ter se esquecido de mim (se você não viu o início da história, leia o post Síndico? Senhor Feudal, isso sim). Tive o desprazer de encontrar com ele (e ter de dirigir-lhe a palavra) há umas duas semanas. O dito cujo não tocou no assunto. Dois dias depois, ele até fingiu ser educado e abriu a portaria pra mim.

Posso escalar, mamãe? Posso?? Posso???

Posso escalar, mamãe? Posso?? Posso???

Acho que não ligou o nome à pessoa, ou melhor, o apartamento à inquilina.

Ou então, vai ver que percebeu quão errado estava. Um pedido de desculpas? Nah. Seria exigir muito. Ao menos não recebi nenhuma multa na minha última taxa condominial.

Agora estou em compasso de espera pela próxima; coloquei a rede de proteção no último domingo (finalmente!) e, se o síndico tinha se esquecido do caso, assim que olhar pra minha janela vai lembrar.

A tal rede é discretíssima, é verdade. Uma cortina causa muito mais "alteração na fachada" do que ela. Uma grade, então, nem se fala.

Mel está numa felicidade só. Tenho aberto a janela apenas quando estou em casa, até ela se acostumar com a novidade e eu ter certeza de que ela não ficará enganchada. A branquela fica tão contente quando vai pra rede que até se esquece de mim.

A Lenda de Animob

Carteira e Necessaire

Carteira e Necessaire Animob.

Não resisti: vi uma carteira e uma necessaire vermelhas (adoro!) de gatinhos (fofos!) e comprei. Precisava, de fato, de uma necessaire nova. Já queria trocar a carteira há algum tempo, mas por uma menor que a minha – no fim das contas, essa é um pouco maior, mas é tão linda… Enfim. O assunto aqui não é minha compra por impulso.

Dentro da carteira, veio um cartão com um texto, em inglês, contando a origem do termo Animob, a marca da carteira. Não que eu acredite na história… mas achei tão gracinha que traduzo (meio livremente) para o Cadê.

Há muito tempo, havia um gato especial que vivia em uma pequena vila. Ele era ágil e tinha uma longa cauda. Por isso, era conhecido como Animob.

Animob era amigável e rapidamente fazia amizado com outros animais. Ele apreciava a beleza e adorava brincar. Viajar ao redor do mundo era seu passatempo preferido, então frequentemente ele deixava seu lar e viajava sozinho. A cada viagem, contudo, passava mais tempo fora de casa. Mesmo ele não percebia quanto tempo ficava ausente. Um dia, sentiu tanta saudade de casa que decidiu voltar.

Quando abriu a porta, viu que todos os membros da sua família estavam muito velhos – mesmo sua irmã havia se tornado uma velhinha. Animob não entendia por que todos haviam envelhecido enquanto ele permanecera jovem. Ele sentou-se sob uma pequena árvore e olhou para sua velha família por dias. Depois de muito pensar, concluiu que aquele não era mais o seu lar. Animob partiu silenciosamente.

Ninguém sabia onde Animob fora, mas muitos viram uma marca de cauda na árvore onde ele costumava sentar-se. A árvore nunca mais envelheceu ou perdeu as folhas. Desde então, todos acreditam que a cauda de Animob dava-lhe o dom de permanecer jovem.  A marca da sua cauda tornou-se um símbolo de eterna juventude.