Como adaptar o bebê novo ao dono (ou à dona) da casa?
Por Lu, em 26/03/2009, sobre histórias
Tags: adaptação, apresentação, convivência
Bem, bem, bem. Nossas três gatinhas primogênitas finalmente ganharam irmãos – Colo é o bendito fruto, o único homenzinho do blog.
Tem muito texto pela web falando sobre como fazer a adaptação do gato "chegante" com o gato reinante. Não é tarefa fácil, acredite. Dá aflição sim, ver os dois gatinhos que você escolheu com tanto carinho tentando se matar bem na sua frente. Corta o coração cada fuuuuuu, fere a alma cada arranhão. Isso sem falar nos gritos medonhos durante as perseguições.
O que dizem por aà é que "no pain, no gain" – se você não passar por esse calvário, não alcançará o paraÃso de ver seus dois fofolentos brincando juntos pela casa.
Qual a melhor forma de fazer essa adaptação, tornando-a o menos traumática possÃvel?
Há controvérsias.
A maior parte dos sites especializados aconselha o confinamento do gato novato em um único cômodo, por alguns dias. Enquanto isso, o gato já existente vai se acostumando com o cheiro do novo companheiro e com a dura realidade de não ser mais filho único. Durante esse processo, ajuda fazer troca de edredons, para que um sinta o cheiro do outro. Eventualmente, convém prender o gato "antigo" e soltar o novato, para que ele conheça a casa e, novamente, para que um sinta o cheiro do outro sem que se vejam. Também é bacana passar um brinquedo por baixo da porta com que os dois possam brincar (pode ser um barbante com uma bolinha amarrada em cada ponta).
Depois dos primeiros dias, inicia-se a apresentação gradual: solta-se o gatinho novo por uma hora num dia, duas horas no seguinte, até que as brigas diminuam.
Daà até surgir o amor e a amizade entre eles, o caminho ainda é longo – mas pelo menos você já sabe que não vão se matar na sua ausência e pode deixar os dois soltos.
Por outro lado, tem muita gente boa que nem liga pra isso tudo e simplesmente libera o novo gato junto do(s) gato(s) já existente(s), sem se preocupar com nada.
Eu, como não tenho porta (ou quase), não podia dar-me ao luxo de um confinamento nos conformes. Fechava a Cacau no banheiro (onde está a única porta da casa) pela tarde inteira nos primeiros dias, porque esse era o único jeito de um aterrorizada Mel comer, beber água e usar a caixa de areia. Do inÃcio da noite até o fim da manhã do dia seguinte, Cacau ficava solta, eu podia usar o banheiro e Mel ficava ilhada num móvel alto, vendo a intrusa de cima.
Parecia que a cada novo confinamento as duas regrediam, porque, quando eu soltava a Cacau, o pega-pra-capar era monstruoso. De manhã as coisas estavam nos eixos, mas aà vinha novo confinamento… e novo pega-pra-capar.
Por fim – e já desesperada – desisti de prender a Cacau. Isso foi no quinto dia da chegada dela.
Em dois dias, as brigas diminuÃram sensivelmente. Quando fez uma semana que a Cacau estava em casa, as duas comiam juntas.
Hoje, pouco mais de um mês depois, não são melhores-amigas-de-infância, mas ficam próximas, brincam juntas e até se unem para me acordar quando acham que já dormi demais.
Sim, cortei um dobrado durante o processo, e enchi a paciência de muita gente (as meninas do blog, meus pais, a protetora da Cacau etc. etc. etc.) toda vez que entrava em pânico dizendo "Isso não vai dar certo!". No fim das contas, o que importa é que deu certo.
Não estou dizendo que é melhor partir pro seja-o-que-deus-quiser. No meu caso, foi o que funcionou mais. No seu, se você puder dispor de um cômodo para um confinamento decente durante vários dias, talvez valha a pena fazer uso dele.
Antes de trazer a Cacau, procurando informações sobre o tema, achei dois links bem bacanas:
A importância de uma boa apresentação: passo-a-passo para tornar a aproximação dos gatos o mais tranquila possÃvel.
Adaptando… a história de Messy: "fotonovela" mostrando a adaptação de duas gatinhas – vale a pena lembrar sempre da sequência para se animar quando as coisas entre os felinos parecerem não dar certo.

Mel é a dona da Lu e irmã gêmea da Perséfone. Adora caçar o rabo da Cacau e não se conforma que sua humana precise dormir sete horas seguidas. Seguidas!
Cacau é a mais nova irmã mais velha da Mel. É uma manteiga derretida, mas vira uma onça se perturbam seu sono de beleza.
Perséfone, a gêmea negra, curte hairstyling e esportes radicais. Já praticou mergulho na privada, mas não pretende repetir a experiência.
Barbarella é a cara da mãe! Colorida, conversadeira e comilona. Totalmente "na dela", só sai de seu aconchego quando a Perséfone cutuca.
Sofia é uma gatinha himalaia, libriana e que adora tirar uma sonequinha a qualquer hora do dia. Os brinquedos preferidos são uma bolinha de lã e os pés da mamãe.
Colo é um ragdoll que se desmancha nos braços de qualquer um. Por amor à primeira vista, largou o gatil por uma dona que permite que ele durma 20 horas por dia.
Lalá disse em 29/03/2009, 19:39:
Acho que eu tive sorte (calculada) por minhas duas gatas serem filhotes. Fiz meia aproximação gradual, e uma noite soltei as duas. Elas se engalfinharam, e apssaram a noite uma correndo atrás da outra. Mas como eu vi que não era pra machucar, deixei. Ontem, as uas passaram a tarde inteira e a noite dormindo agarradinhas (efeito da vacina). Agora tou com ciúmes!
bjos
Lu Monte disse em 29/03/2009, 23:33:
@Lalá, com duas filhotes é mais fácil, mesmo. Como minha segunda gata já era quase adulta e tinha o dobro do tamanho da primeira, a coisa foi meio traumática no inÃcio… mas agora já estou nessa fase boa de ter ciúmes de vez em quando, porque elas brincam juntas e me ignoram.
maopequena disse em 31/03/2009, 15:42:
Tenho três gatos aqui em casa. Com os dois primeiros, Kiko (macho) e Margarida (fêmea), eu não precisei usar o confinamento; rolou uma briguinha ou outra, mas eles se deram muito bem.
No caso do Xispito (macho), tive que usar o confinamento por mais de duas semanas, porque o Kiko e a Margarida – já com mais de uma ano – se uniam para atacar o novo filhote.
Agora está tudo na paz.
Os dois métodos funcionam, mas depende muito do gato. Vai também da sua paciência com eles, da atenção que você dá. Como eu mimo muito os meus, o Kiko e a Margarida não aceitaram o Xispito por um bom tempo…
Lu disse em 02/04/2009, 20:28:
@maopequena, eu até pensava em ter um terceiro gato daqui a uns três anos, mas já me ocorria que as duas veteranas poderiam se unir contra ele… agora vejo que essa é uma possibilidade bem forte!
Adriana disse em 23/06/2009, 12:28:
Acabamos de adotar um novo gatinho, isso porque percebemos que nosso amado Theo (um ano) demonstrava querer companhia felina, fugindo para a frente da porta da vizinha (ela tem sete gatos no apê) e até fazendo visitinhas guiadas na Santa Paz. Então, depois de uma algumas dúvidas e procuras, encontramos na veterinária onde levamos Theo uma turminha de quatro filhotes. E eu escolhi o rajadinho cinza, com meinhas brancas nas quatro patas e a ponta do rabinho branca. Um fofo. O mais legal foi que ele chegou em casa (no inÃcio de uma tarde de sexta-feira) e parecia que já havia nascido ali. E o que Theo fez?! Lambeou todo o amiguinho…e o amiguinho querida brincar…e eles dormem juntos, correm um atrás do outro, compartilhar o espaço da comida (eu tive de misturar em dois potes ração de adulto e filhote, porque um comia a ração do outro), a água e até o leite morninho que evntualmente dou. Estou apaixonada. Amo meus dois filhotes amados e tenho a certeza de que tudo na vida se move pelo amor.