Querido diário,

Por Perséfone, em 21/01/2009, sobre histórias
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Ontem foi um dia muito louco!!!

De manhã, a Rebecca ligou um aparelho super-barulhento que eu nunca tinha visto ela tirar do armário! A tia Nini, que passou várias horas comigo, percebeu que me assustei, mas nem assim elas acabaram com aquele VRUUUM-VRUMMM horrível enquanto a gororoba lá dentro não ficou toda mole. Fiquei sabendo depois que a idéia é esta mesma: bater um monte de coisas até li-qui-di-fi-car.

Por falar em Nini, finalmente eu vi: ela mexe na casa inteirinha, tira todas as minhas coisas do lugar (fiquei boba), varre, passa uns panos, uns produtos cheirosos e depois coloca tudo de volta. Não exatamente onde estavam antes, é claro. Desconfio que essa função é da minha humana fofa, pois quando ela aparece – entre minha soneca das 16h e a das 18h30 – fica o maior tempão mudando os enfeites e endireitando os tapetes e os móveis. E ainda diz que "a gente" gosta mais assim. Fale por si, cara pálida.

À tarde, assistimos a um filme sobre um homem músico inglês casado com uma japonesa, eu no colo e ela comendo biscoito (imaginem o farelo caindo em mim) e bebendo um suco delicioso de caju (eu quis provar, mas ela não deixou). Para falar a verdade, estávamos cochilando as duas, mas no finalzinho ela acordou e começou a cantar um negócio parecido com "inmaaaaaaaaailaife ai loviu mor" inspirado, olhando para a minha cara. Achei até simpático.

E aí, de noite, a doida foi para o banheiro dela (fazer as coisas que ela faz todo dia, eu nem sei o quê) e saiu de lá com um monte de rolinhos na cabeça. Tudo colorido! Tinha amarelo, rosa, laranja… e um azul clarinho bem na frente. Eu nem cheguei perto. Vocês acreditam que ela foi dormir assim?

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