Semana de Gatos e Boas Ações
Por Virginia, em 22/01/2010, sobre Colo, histórias
Tags: adoção, doações, saúde
A semana nem acabou e foi uma semana de total dedicação aos gatos.
Domingo à noite, recebo uma mensagem informando que uma gatinha passaria por uma cirurgia e precisava de um doador de sangue. Os requisitos eram: boa saúde e ter mais de 5 kilos. Pensei comigo que o Colo, além desses dois requisitos ainda possui um terceiro maravilhoso: é hiper calmo. A gente pode virá-lo de cabeça pra baixo que, contanto que ganhe um carinho, tá tudo bem (ele não é adepto dos petiscos, só de muito carinho). Entrei em contato com a dona da gatinha e falei que estarÃamos lá.
Segunda feira de manhã empreendi viagem até o hospital universitário da UnB. Considerando que moro perto do SIA, é empreender viagem mesmo. Mas lá fomos nós. Lá fomos recebidos com bastante carinho pela gateira e gatinha. Como tive que trabalhar e meu gato (de duas patinhas) está de férias, pedi que ele me encontrasse lá e acompanhasse o Colo o quanto necessário.
Acabou que a cirurgia foi melhor do que o esperado e a gatinha não precisou doar sangue. Meu namorado trouxe o Colo para casa e viu que ele logo ficou feliz de estar de volta.
AÃ eu, que sou doadora, vi que o Colo ainda poderia ajudar algum outro gatinho. Mandei um email para a nossa maravilhosa vet, Vanessa, falando que serÃamos doadores, se ela precisasse. Ela agradeceu e falou que adoraria e entraria em contato caso precisasse.
Na quinta feira, pela manhã, recebo a ligação do consultório da Vanessa. Um gatinho precisava de doação. Como não podia sair do trabalho (o trabalho acaba atrapalhando nessas horas), mais uma boa ação: a Lu Monte, mamãe da Mel e da Cacau resolveu levá-lo na clÃnica na hora do almoço. Em menos de meia hora tudo já estava feito e resolvido e o Colo foi um verdadeiro lorde. Não reclamou nem quando colocaram a agulha em seu pescocinho. Queriámos fazer-lhe um agrado, mas ele só gosta mesmo é de carinho, então foi o que fizemos.
À noite (do mesmo dia) vimos (eu e o meu gato de duas patas) um filhotinho por entre os carros do meu prédio. Vi que era uma coisinha pequena, branca, fofa. Chamei. Psssst, pssst, pssst. Ela (depois de muito analisar, acho que é ela) veio. Meio desconfiada, mas veio. Pssst, pssst, pssst. Vem, gatinho, vem! Ela foi se aproximando…ainda desconfiada….Vem, cá, vem! Ela chegou perto o suficiente para eu pegá-la no colo e levá-la pra casa. O tempo todo pensando no que estava fazendo. Estou certa? Estou errada? E se ela tiver alguma doença? E se passar para um dos meus gatinhos? E se eu me apaixonar por ela?
Resolvi que não posso salvar todos os gatos das ruas, mas podia salvar essa coisinha pequena que, assim que foi para o meu colo, começou a ronronar.
Arrumei o quartinho para ela (moro sozinha, mas tenho dois quartos…um é meu o outro é dos meus gatos, basicamente). Primeira providência: comida e água. A pobrezinha parecia que não via comida há dias. Não parava de comer. Um cobertorzinho dentro de uma caixinha de transporte serviria de cama, uma caixinha com areia limpa foi colocada à disposição dela.
De barriguinha cheia, começamos a verificar a nossa hóspede. Mansa, tranqüila, ronronante. Começamos a tirar fotos e ela não parava quieta, querendo entender o que era aquilo. E carinho. Só queria dar e receber carinho. O coração mole derreteu de vez. Ficamos até 2h da manhã brincando e cuidando daquele serzinho que tomou conta daquele espaço.
Dia seguinte (hoje), mais uma vez acordamos cedo. Fui levá-la para tomar banho. Voltou limpinha, cheirosa e deu para ver que não há nada aparentemente errado com ela. Parece uma gata completamente saudável e bem disposta. Resolvi que ia colocá-la para adoção e pedi à Lu para ajudar-me com isso.
Ela, que não conhecia a gatinha ainda, foi vê-la na hora do almoço. Uma grudou na outra. Cheguei em casa da academia e deu vontade de ficar lá, só brincando com a gatinha e contando pra Lu como tudo aconteceu… Mais uma vez, o trabalho. TÃnhamos que trabalhar.
Claro que deu vontade de ficar com a gata, de não colocá-la para adoção e virar uma "cat lady" (ou uma "velha louca cheia de gatos", segundo a veterinária daquele outro post). Mas controlei a vontade e falei (para mim mesma) que ela vai fazer alguém muito feliz. Tenho dois gatos maravilhosos. Seria egoismo meu ficar com mais uma gatinha perfeita!
A Lu divulgou fotos e já tem uma pessoa interessada.
Dedos cruzados.


Mel é a dona da Lu e irmã gêmea da Perséfone. Adora caçar o rabo da Cacau e não se conforma que sua humana precise dormir sete horas seguidas. Seguidas!
Cacau é a mais nova irmã mais velha da Mel. É uma manteiga derretida, mas vira uma onça se perturbam seu sono de beleza.
Perséfone, a gêmea negra, curte hairstyling e esportes radicais. Já praticou mergulho na privada, mas não pretende repetir a experiência.
Barbarella é a cara da mãe! Colorida, conversadeira e comilona. Totalmente "na dela", só sai de seu aconchego quando a Perséfone cutuca.
Sofia é uma gatinha himalaia, libriana e que adora tirar uma sonequinha a qualquer hora do dia. Os brinquedos preferidos são uma bolinha de lã e os pés da mamãe.
Colo é um ragdoll que se desmancha nos braços de qualquer um. Por amor à primeira vista, largou o gatil por uma dona que permite que ele durma 20 horas por dia.