Sofia na minha vida

Por Virginia, em 07/01/2009, sobre Sofia
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Já tive gatas. Duas irmãzinhas siamesas, fofas, rebeldes, brincalhonas. Elas dormiam nas minhas pernas e sentiam minha falta. Mas eis que minha mãe saiu de Brasília e levou as duas juntas.

Passaram-se vários anos e a minha vontade de ter um ser ronronante dividindo a minha casa só foi crescendo. Descobri uma raça linda, de uma criadora na Argentina, mas não deu certo. E meu coração doia por um filhotinho que miasse no meu ouvido.

Um dia, uma amiga me mandou uma foto de uns gatinhos num pet shop em que um parente do dono tem um gatil. As vezes que fui lá e apaixonei-me por um gatinho, o felino já estava reservado. Até o dia em que liguei lá e tinha uma fêmea diponível. Reservei por telefone, fui lá e vi a gatinha mais fofa do mundo. Parecia um bichinho de pelúcia. Medrosinha e curiosa.

Apaixonei-me. Era uma sexta feira. Não pude levá-la para casa porque ainda tinha que tomar banho, vacinar, essas coisas. Ela era tão fofa, tão com cara de brinquedo, que quase a chamei de Poupée (boneca em francês). Só que o nome não vingou. Em menos de dois dias percebi que Sofia ficaria bem melhor.

Fui buscá-la no sábado. Tinha combinado um almoço com a Lu e, depois do almoço, fomos a um pet shop especializado em gatos (onde eu queria comprar todas as coisas para a nova moradora da minha casa). Eis que chegamos lá e estava quase no fim de uma feirinha de adoção.

A Lu levou a Mel. E nós duas levamos quase a loja inteira.

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